segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Na trilha da Costa e do amigo

Trilha da Costa da Lagoa e amigo secreto com o Fazendo Trilhas!
Dia 17 de dezembro de 2011

Começamos a trilha lá no caminho dos Araçás
A trilha, que já tinhamos feito antes, continua estonteante. Sábado foi o dia perfeito, com um sol maravilhoso, poucas nuvens e muitas paisagens belas

Na entrada dos Araçás, nós e a natureza

Uma das muitas construções antigas da Costa da Lagoa

Flores nunca são demais

A vida difícil de um gato manezinho da Ilha

 
O verde

No restaurante Terramar, nos juntamos ao pessoal do Fazendo Trilhas pra comer um camarão, um peixinho e bater um papo

Chegou a hora do amigo secreto, e das surpresinhas que reservamos aos queridos coleguinhas..

 
A grande felizarda, na minha opinião, foi a Teresinha Tessaro, que levou para casa uma linda caneca personalizada do Luan Santana. Olha a cara de felicidade dela.

Mais um dia de interação com a natureza e nossos queridos amigos das trilhas. Queremos agradecer este ano especial ao Joel e à Ana, os "chefes" do Fazendo Trilhas, que com sua atenção e amizade estão sempre nos proporcionando momentos inesquecíveis. Um beijo e até 2012!

domingo, 18 de dezembro de 2011

Na trilha da Ponta do Rapa

Trilha da Ponta do Rapa, no  extremo norte de Floripa
Dia 4 de dezembro de 2011

 
Saída na Praia Brava, devidamente uniformizados

Vista da primeira parada. Ao fundo, a Praia Brava

 
Segunda parada, um lugar mais lindo que o outro

Hora do descanso e do lanche. E quem ficou esperto, comeu um chocolate...

 
Papai Joel  e seu bastão mágico

Acabamos a trilha na praia da Lagoinha, já escurecendo o dia. Viver nessa ilha é um privilégio, nós sabemos...

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Trilha Extremo Sul

7 de novembro de 2011 - Trilha junto ao Fazendo Trilhas no Extremo Sul da Ilha de Santa Catarina, com passagem pelas praias de Naufragados, Saquinho, Solidão, Açores e Pântano do Sul. Quem foi de busão, marcou encontro no TICEN para sair em grupo. Às 9 da manhã, muita gente reunida no Terminal do Rio Tavares, esperando o restante do grupo chegar.

Já no TIRIO, enquanto esperávamos pela tropa toda, rolou até uma pipoquinha do Figueira (para felicidade da Terezinha Tessaro)

Chegando na Caieira da Barra do Sul, começamos a subida do morro que leva à praia de Naufragados. Ô subida puxada (principalmente para quem está sem se exercitar há semaaaaaaaaaanas). Cruzamos relativamente rápido o morro e, ao chegar em Naufragados, paradinha básica para lanche e as primeiras fotinhos em grupo.

O próximo passo foi conquistar o morro que nos levaria ao Saquinho. As subidas são íngremes nesta etapa porque, afinal de contas, morro é morro. Passamos pela Ponta do Frade e paramos para almoçar na chamada ponta do Pastinho. Cada um escolheu uma pedra simpática e se escarrapachou nela. Rolou um bolinho de milho, feito pela Terezinha Tessaro. Acho o nome Comendo Trilhas, por sinal, bem simpático.

Mais alguns quilômetros nos levaram à praia do Saquinho. Por causa da dificuldade de acesso, o lugar é isolado e bastante limpo. A água é geladérrima e está ao alcance dos mais corajosos. As dezenas de tatuíras estão à disposição dos mais famintos.

Na praia da Solidão, a última parada turística foi a visita à Cachoeira do Rio das Pacas. Muita gente exausta mas, já que estávamos lá, não custava dar mais uma esticadinha. A subida foi de ma-tar (pessoalmente, botei os bofes pra fora). Lá em cima, encontramos uma pequena queda d’água, que escondia uma caverna mais ao fundo. Entre nós, apenas 4 trilheiros ganharam o Troféu Coragem, ao cair de boca nas águas gélidas da cachoeira.

A aventura estava quase acabando. Eu, é claro, tinha que terminar o passeio com estilo, me desequilibrando no último passo da descida e enterrando o pé direito numa poça de água monumental. E o Joel, é claro, tinha que fotografar o momento.

Chegamos à praia dos Açores perto das 16h. Logo que o grupo colocou o pé na praia, a chuva que vinha ameaçando resolveu cair. Quem tinha uma canga na mochila se cobriu, mas a maioria do grupo ficou encharcado. A única espertinha foi a Mileide, que trouxe uma capa de chuva e se safou do banho. Desesperados, aflitos e hipotérmicos, corremos rumo ao primeiro refúgio disponível, um pedacinho do céu no Pântano do Sul. Deste momento em diante, deixo em aberto o relato para quem permaneceu no restaurante. Meu desespero de chegar em casa, tomar um banho e fazer uma master xícara de café era tanto que acabei me despedindo do pessoal mais cedo. Mas, pelo que ouvi falar, os camarões estavam espetaculares...


Curiosidades desta trilha:

a) Estávamos em 24 aventureiros neste passeio. Trilha de intensidade difícil.
b) Encontramos uma panapaná no caminho até a praia do Saquinho. Segundo o Aurélio, é este o termo para um bando de borboletas. Acredito que a espécie que vimos seja a Morpho achilles achilles, popularmente conhecida como Capitão do Mato. 
c) Segundo os trilheiros Willians e Ricardo, as frutinhas amarelas que vimos pelo caminho são as gabirobas. O cheiro lembra ligeiramente o do maracujá. Segundo a Dona Wikipedia, dá para fazer geléias, sucos, doces, sorvetes, pudins, licores e batidas de gabiroba. Outra opção são as gabirobas curtidas na cachaça. 
d) Percorremos um total de 13 km. No mapa abaixo, dá pra ter uma ideia do tamanho da encrenca.





Fotos: Ana Paula Laux, Fazendo Trilhas

domingo, 21 de agosto de 2011

Na trilha de Naufragados (de novo!)

INÍCIO DA TRILHA: 14:30h

Engana-se quem pensa que basta fazer um percurso uma vez para se conhecer o caminho. Uma trilha reserva detalhes e mistérios que se revelam aos poucos. Refazer trechos é reviver a jornada. Por isso, a segunda vez que fizemos a Trilha de Naufragados - no sábado, 20 - não foi apenas um dèjá vu. Se antes nos aventuramos sozinhos, agora trouxemos um peso extra (veja na foto abaixo, roendo as unhas) e nos juntamos ao grupo do Fazendo Trilhas.


A Trilha de Naufragados é uma das mais antigas de Florianópolis. Na verdade, esses caminhos se confundem com a própria história da cidade. A localidade é cercada de lendas e relatos que datam do século 16, quando pelo menos dois grandes naufrágios aconteceram naquelas águas. Em 1516, uma das embarcações da esquadra de Juan Díaz de Solís veio a pique, mas alguns sobreviveram e se refugiaram na praia, junto com os índios carijós. Nove anos depois, o navio São Gabriel afundou por ali, o que reforçou a fama do lugar. Não à toa, passaram a chamar de Ponta dos Naufragados, o que não impediu que mais desastres acontecessem por ali nos séculos seguintes.

 
No extremo sul da Ilha de Santa Catarina, a ponta e a praia dos Naufragados mantêm-se isoladas na medida do possível. Não existe energia elétrica nas poucas casas e alguns costumes permanecem centenários. Para chegar até lá, deve-se ir até a Caieira da Barra do Sul e seguir por uma trilha íngreme no meio da mata. Um caminho agradável, mas que faz os caminhantes suarem e perderem o fôlego...

 
Quando os trilheiros estão prestes a desmaiar, param para tirar fotos (e serem atendidos pelos paramédicos de plantão).

 
Tem gente que não perde o ânimo e até faz dancinha de Smurfs...

Embora o caminho exija tônus muscular e bom preparo físico, o pequeno Vinicius não se queixa: está cercado de fãs... 

 
Desta vez, a trilha foi super-ultra-mega-giga-familiar. Foram amigos, filhos, pais e até a Aika, irriquieta mascote da Cacau Timm.

Diego, por sua vez, fez a trilha como quem faz promessa: colocou a camisa do time com devoção, rezando para um bom resultado no domingo. (Reze mais, Diego...)

Mas dizíamos que Naufragados é carregada de história. Para além de cemitério de navios, a localidade era estratégica para a defesa da Ilha. Em 1861, foi instalado um farol para orientar os navegantes e para reforçar o sistema de segurança da região. Próximo dali, surgiu o Forte Marechal Moura de Naufragados e o conjunto de canhões que até hoje estão apontados para o mar.

Do farol, tem-se uma das vistas mais sensacionais do sul de Florianópolis. Mas lá também é uma esquina dos muitos ventos que varrem a Ilha.

Na verdade, dizem que o Vento Sul mora por ali. Um vento que levanta a saia das moças, que remexe as folhas do quintal, que arrebenta a linha da pipa, que enverga as varas de pescar...

Um vento que traz más notícias, que sopra segredos, que carrega bons augúrios e que coloca os cabelos pra cima...

 O mirante do farol permite visões como a de cima...

... e ao lado dos canhões de 120 milímetros, construídos em 1893, pode-se ter essa vista. Ou esta mira...

 
O precário equilíbrio das pedras de hoje faz lembrar a fragilidade da Ilha de séculos atrás. O sistema de defesa não funcionou. Houve invasões, disputas aconteceram, e a Ilha foi se reconfigurando. Não tanto nos seus contornos, mas no seu interior.

Hoje, a Ilha de Santa Catarina tem 400 mil habitantes e sofre outras invasões: de turistas no veraneio; de quem busca qualidade de vida ao longo do ano inteiro.

A Ilha sofre novas invasões, e a Trilha de Naufragados continua sendo a única ligação terrestre entre a ponta que assistiu tantos barcos adernarem e os caminhos que partem do sul. Curiosamente, quase quinhentos anos depois, as pessoas continuam caminhando por ali e se afogando naquelas belezas naturais...

FINAL DA TRILHA: 18:30h

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Na trilha das Cataratas

 
Outra parada obrigatória em Foz é o Parque Nacional do Iguaçu, que reúne a imponência da natureza, passeios e aventuras radicais e turismo bem organizado. O parque fica a uns 15 km do centro da cidade, e avenidas bem sinalizadas conduzem os visitantes até o local.
Em nossa chegada, levamos um sustinho: uma fila de 200 metros para se comprar os ingressos. Mas a espera não durou mais que 20 minutos, pois diversos caixas estavam atendendo.
Ingressos na mão, fomos para a plataforma de embarque dos ônibus do parque: todos coloridos, de dois andares, novinhos em folha, e cada um deles pintado em homenagem a um animal da fauna brasileira: cotia, pica-pau, onça, cobra coral, tucano, jacaré...
Pegar o ônibus é essencial para chegar às cataratas. Afinal, elas ficam a 11 km da entrada do parque. O trajeto tem diversas paradas, em mirantes para ver as quedas d'água, na frente de um suntuoso hotel, e no Restaurante Porto Canoas, onde nos deliciamos com um almoço pra lá de especial.
O restaurante fica bem em frente às cataratas, tem mesas em ambiente fechado e no terraço. Foi lá que começamos a perceber mais ou menos onde estávamos...
Não é cartão postal não. É fotinho de máquina amadora feita por esses trilheiros num dos mirantes das cataratas. Nossa equipe de estatísticas informa que - quando cheio - o rio Iguaçu oferece naquela região nada mais nada menos que 270 pontos de queda d'água.
Tá bom pra você?
 
Uma passarela metálica permite aos visitantes chegar no olho do furacão. Nem todos têm coragem: por lá, venta muito e chove forte na horizontal. Isso mesmo. Impossível não se molhar. Mesmo com capa de chuva, Rogério ficou encharcado até os ossos...
  Enquanto Rogério se arriscava pela família - afinal, não poderiam retornar daquela trilha sem registros fotográficos radicalmente maravilhosos -, enquanto Rogério se arriscava, Ana encantava borboletas, seguramente acomodada num dos mirantes.
Não parece uma fadinha?
Não rolou Photoshop não. O arco-íris é autêntico e não sai de lá. Parece plantado no chão...

 
Dois na Trilha levou um meio quilo nesta viagem também. Nos referimos ao sujeitinho de camisa listrada. Na fotinho ao lado, ele não desperdiça o momento e faz novas amizades com um quati esfomeado.

 
Água. Água. Água. Água. Água. Água. Água. Água. Água. 

   Mais água.


 
Mas as aventuras do Dois na Trilha não se resumem a roteiros turísticos sem emoção. Compramos um passeio radical também: passar com uma lancha inflável bem pertinho das quedas d'água. Advertência: impróprio para quem tem hidrofobia, cardiopatias e frescura no fiofó...

São trinta minutos radicais, enfrentando ondas, corredeiras, sacolejos e muita água na cara. Na cara e em outras partes, pois molha tudo viu? Não adianta tentar se preservar: o piloto da lancha é especialmente treinado para encharcar os passageiros. Vento, água gelada, cachoeiras furiosas, som de trovão nos ouvidos, arco-íris em todas as partes, emoção e sensação de liberdade.
Sen-sa-cio-nal!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Na trilha do Parque das Aves

 
Como Florianópolis quase não tem passeios para se fazer, nem trilhas pra percorrer, decidimos dar uma esticadinha para conhecer as Cataratas do Iguaçu e o extremo oeste da região sul...
Da Ilha de Santa Catarina até Foz do Iguaçu são 950 km de estrada, que fizemos em dois dias pois não estávamos com pressa alguma...
Se você pensa que Foz do Iguaçu se resume a comprinhas no Paraguai está muito enganado. Na verdade, o destino é super turístico e, dependendo do seu perfil, o passeio pode até dispensar as conhecidas muambas...
Uma parada obrigatória é o Parque das Aves, que fica bem em frente ao Parque Nacional do Iguaçu, onde ficam as famosas cataratas.
O Parque das Aves é um refúgio de espécies de todos os tamanhos e cores. São araras, tucanos, papagaios, jandaias, mutuns, emas, flamingos, jacutingas, pavões, faisões, perdizes...
Os visitantes caminham pelas trilhas bem sinalizadas do parque e encontram viveiros divididos por espécies. O ambiente é limpo, arejado, colorido, bem conservado e alegremente barulhento pela cantoria dos diversos pássaros. O passeio reserva cenas encantadoras...
... como o namorico do casal de araras azuis grandes...
... ou a artimanha dos tratadores para "enganar" os flamingos. Note que no espaço dessas aves foram instalados placas de espelhos de maneira a ampliar a imagem das aves. Acostumados a viver em bandos de milhares de indivíduos, os flamingos se sentem mais protegidos quando têm a sensação de estar em comunidades numerosas...
Entre as trilhas do Parque das Aves, o visitante pode adentrar viveiros, onde os pássaros vivem soltos. Caminham pelo chão, sobrevoam as cabeças das pessoas, fazem dos corrimões poleiros... Como esse tucano aí...
Com um dia de céu aberto e sol abundante, alguns pássaros desfilam pelos gramados, buscando um bronzeado para ornar com suas plumagens...
Habituadas a receber visitas, as aves ficam muito próximas do público. É possível tocá-las, embora não seja recomendado.
 
Mas nem só de animaizinhos de penas vive o Parque das Aves. "Cuidado, papai! Lá vêm os répteis!!!"
 
Aqui, eles se resumem a cobras (sucuris e jibóias), dois jacarés grandalhões, uma penca de jabutis e tartaruguinhas. Aliás, para chegar até a namorada que estava numa plataforma sobre o laguinho, um desses cascudos nadou, nadou e trepou sobre as costas de um jacaré para pegar uma caroninha (confira no videozinho acima)
No Parque das Aves, há quem seja muito extrovertido, espaçoso e exibido. Mas existem os tímidos, os acabrunhados...
 
Tem os carentes, que não resistem a um cafuné...
... e os trilheiros, que, mesmo dentro de um parque, fazem do passeio uma expedição...
Borboletas, mariposas, aranhas, colibris cortam o espaço repleto de flores, plantas baixas, arbustivas e árvores centenárias.
Comidinhas especialmente preparadas para os habitantes são servidas por um batalhão de funcionários que também atendem aos visitantes, respondendo a perguntas, dando explicações sobre os hábitos das aves e zelando pelas gaiolas gigantes.
Enfim, o Parque das Aves é uma experiência única de contato direto com a natureza. Não é em qualquer lugar que se fica tão próximo dos pássaros, a ponto de sentir seus sons e cheiros, a maciez das penas que cobrem seus corpinhos, suas cores e movimentos ariscos.
A sensação é tão boa que nem se sente o tempo passar. Piscou e lá se foi a manhã. Nem dá vontade de deixar o lugar. Mas dá um desejo incontrolável de voltar...